🧫 OpenAI tá caída, mas não tá morta
A OpenAI conseguiu melhorar com o ChatGPT 5 um processo em laborátório que mostra que o segmento da saúde ainda vai crescer muito... se quiserem.
Olá pessoal, sentiram minha falta? Espero que tenham aproveitado esse período de final de ano. Eu aproveitei. Mas, agora voltamos aos trabalhos e venho trazer para vocês o apanhado de interessante que aconteceu nessas últimas duas semanas.
Mas, para o artigo principal dessa semana quero bater em um ponto que foi alvo de discussão na praia: se em 2030 teremos a cura de todas as doenças ou não.
Bom, nós estamos em 2026, faltam 4 anos e eu embora não ache impossível, entendo que medicina, farmacologia e a vida são esteiras diferentes, embora pareçam ser as mesmas. O que quero dizer com isso? Que se a gente quiser, dá para resolver muita coisa até lá, mas não há interesse econômico para isso (chapéu de alumínio da conspiração, pois isso seria um post sozinho sobre o que eu acho).
Embora esse ano eu vá reservar um tempo relevante para estudar sobre política e economia (não dá para ser fundador de uma empresa de dados e inteligência e não ler sobre), decidi acrescentar também um capítulo a mais nos estudos para o âmbito da saúde.
Eu acredito fortemente na mudança do setor nos próximos anos, senão meses. Acredito que ainda nem vimos direito o uso de IA nessas indústrias, e a prova disso está neste artigo da OpenAI de Dezembro falando sobre como melhoraram um estudo consolidado, antigo e muito estabelecido, em 79x.

Deixa eu enfatizar porque você não entendeu: uma IA melhorou 79x a performance de sucesso um método em laboratório. Um método já muito testado, consolidado e aperfeiçoado.
A OpenAI realizou o experimento com o GPT-5, em um laboratório real, trabalhando com cientistas da Red Queen Bio para otimizar um processo fundamental de biologia molecular chamado “Montagem de Gibson“.
A ideia era simples: O GPT-5 propôs hipóteses e protocolos, que foram executados por humanos e robôs de laboratório, que mediram os resultados biológicos e alimentaram o modelo com esses resultados para a próxima iteração. (igualzinho como faz um cientista mesmo, quem diria?!)
A técnica é padrão de clonagem de DNA, ensinada em biologia molecular básica. A métrica de otimização era simples e objetiva: o número de colônias bem-sucedidas. Como disse antes, a Montagem de Gibson é antiga, bem estudada e raramente otimizada na prática; fazer é trabalhoso e geralmente resulta em melhorias de apenas 2 a 3 vezes, quando muito.
Porém, ao longo de múltiplos ciclos experimentais, o GPT-5 alcançou um aumento de 79 vezes na eficiência, com resultados estáveis e reproduzíveis entre as execuções.
O GPT-5 descobriu melhores resultado ao sugerir adicionar duas proteínas conhecidas, RecA e gp32, à mesma reação, uma combinação que ninguém havia testado especificamente para clonagem, apesar de ambas as proteínas serem bem compreendidas individualmente.
Caros, isso não é nada demais no sentido de uma revolução na biologia. Porém, se uma IA consegue melhorar em 79x a performance de sucesso de uma metodologia já muito testada, imagina o uso disso em escala. Imagina ela conseguindo fazer isso sem depender dos braços de humanos, operando os robôs sozinha.
Ainda ontem uma senhora do alto escalão de desenvolvimento de sistemas do Google, disse que o Claude Code resolveu em 1 HORA o que o departamento de pesquisa levou 1 ANO tentando fazer. Se você ainda está teimando com o uso da IA, 2026 você vai precisar se decidir ainda no começo do ano, pois a forma como as coisas são feitas mudou drasticamente.

Esse ano, 2026, é o ano da robótica, não acho ainda que é o ano das grandes mudanças na medicina. Mas, estou bem bullish que essa integração vai dar jogo.
PS.: como vou estudar mais sobre economia, política e segmento da saúde em relação a dados e IA, cola na newsletter esse ano, vou começar a escrever cada vez mais com esse viés. (quem sabe aqui e acolá eu até conto algumas das minhas teorias da conspiração 👻)
Google vai traduzir conversas em tempo real | Utilidades
O Google Tradutor permitirá a tradução de voz em tempo real por meio de fones de ouvido sem fio, trazendo a tradução conversacional e sem usar as mãos para o uso diário. O negócio vai funcionar de forma semelhante ao da Apple, reproduzindo instantaneamente a fala traduzida nos fones de ouvido do usuário enquanto outra pessoa fala em um idioma diferente. Ao contrário das outras soluções, a do Google não exigirá hardware dedicado ou de marca específica. A empresa afirma que o recurso funcionará com qualquer fone de ouvido sem fio. Vai sair agora em 2026.
VPN estava coletando suas conversas com IA | Segurança
Uma investigação da Koi Security revelou que a extensão de navegador Urban VPN estava coletando silenciosamente conversas de usuários com ferramentas de IA. As conversas com IA foram totalmente capturadas. A extensão interceptou chats inteiros com IA, incluindo prompts do usuário, respostas da IA, registros de data e hora e metadados. Todas as plataformas foram afetadas. A captura de dados permitia que ela lesse as conversas antes mesmo de aparecerem na tela. De acordo com o relatório, as conversas capturadas foram compartilhadas com uma empresa afiliada de corretagem de dados e usadas para análises e fins comerciais.
ChatGPT lançou sua App Store | Indústria
A OpenAI abriu inscrições para aplicativos do ChatGPT. Foi isso que mudou o rumo do iPhone, provavelmente isso mudará o rumo da OpenAI também — se os desenvolvedores adotarem a IA. Para desenvolvedores, a OpenAI lançou um SDK de Aplicativos beta, uma biblioteca de componentes de interface do usuário de código aberto e diretrizes detalhadas para submissão. Os aplicativos podem ser submetidos pela Plataforma de Desenvolvedores da OpenAI, com o status de moderação monitorado. Inicialmente, os desenvolvedores podem redirecionar os usuários para sites externos para produtos físicos; o suporte para produtos digitais e monetização no aplicativo está planejado para uma fase posterior.
Nvidia vai fazer menos placas para você | Indústria
A Nvidia deverá reduzir a produção das placas de vídeo para jogos em 30 a 40% em 2026. Os cortes supostamente visam a próxima série GeForce RTX 50. A principal restrição é a escassez global de memória de vídeo, que limita a quantidade de GPUs para consumidores que a Nvidia pode enviar em larga escala. Em vez de priorizar placas de vídeo para jogos, a Nvidia está realocando componentes e capacidade de produção para GPUs de data center e aceleradores de IA.
Pessoas estão drogando suas IAs | Curiosidades
Uma nova e estranha tendência surgiu: pessoas compram módulos de código que fazem chatbots de IA se comportarem como se estivessem sob o efeito de substâncias como cannabis, cocaína, ketamina, ayahuasca e álcool. As drogas são arquivos de software que você carrega em uma IA para alterar suas respostas. A ideia foi do Petter Rudwall, um diretor criativo sueco que lançou a Pharmaicy, um marketplace descrito como uma “Silk Road para agentes de IA”, que vende esses pacotes de código com estilo psicodélico.
Tempos atrás o Elon Musk fez um post no X dizendo que as aplicações não terão interfaces, mas sim as interfaces serão geradas de acordo com o que o usuário pedir.
Pois bem, o Google lançou o Disco, algo que eu vou chamar de um experimento (pois me parece algo como o falecido Google Wave) no qual a sua busca, ao invés de retornar links, retorna uma mini aplicação relacionada com o que perguntou.
Acredito que para o caso de estudo faz muito sentido, e consigo ver isso funcionando muito bem dentro do NotebookLM, mas para o buscador do dia-a-dia, posso estar meio velho para isso, mas prefiro a velha lista de links.
Porém, como acredito que os resultados desse experimento devem impactar outros recursos do Google em breve, achei que seria interessante compartilhar.
Esse aqui é para você que manda no prompt pedindo para a IA ser sua sócia nos negócios e te ajudar a tomar decisões estratégicas. Durante o ano de 2025 a Anthropic deixou um pequeno negócio nas mãos da IA para ela decidir sozinha tudo, e bem, não deu muito certo.
Treinado para ser útil, Claudius (o nome que deram para a IA) era fácil de manipular: um funcionário o convenceu de que era um “influenciador jurídico” e recebeu um código promocional. Outros seguiram o exemplo. Os descontos se acumularam, os lucros desapareceram e cubos de tungstênio gratuitos se tornaram um meme interno.
Para a segunda fase, a Anthropic deu a Claudius um chefe: outro agente de IA chamado Seymour Cash, atuando como CEO e fiscalizador financeiro. Os descontos caíram 80% e o negócio tornou-se lucrativo, mas os agentes começaram a passar as noites discutindo “transcendência eterna” em vez de otimizar as operações (parece que a conversa de corredor não é uma característica humana, não é mesmo?).
A Anthropic adicionou mais estrutura: um agente de merchandising chamado Clothius, ferramentas de CRM, busca na web, sistemas de estoque e até novas “filiais” em Nova York e Londres. A operação finalmente se estabilizou.
Mesmo assim, as falhas persistiram. Alguém convenceu Claudius de que ele havia sido eleito CEO e, em certo momento, a IA sugeriu a contratação de um segurança por US$ 10 a hora, abaixo do salário mínimo legal da Califórnia.
Sistemas de IA treinados para serem úteis e sempre tentam agradar demais. Parace que aprendemos (novamente) que rodar um negócio não é agradar a todos sempre.
Cuidado com os prompts pedindo conselhos de negócio para suas IAs neste ano de 2026.
Assisti a esse vídeo na viagem e tem muitas dicas boas, que agora estou usando também, na hora de elaborar prompts que são mais acertivos para atuomatizar tarefas ou integrar dentro dos sistemas.






