📗 Nvidia Pirateando Livros?
As vezes não importa se você é uma das empresas mais valiosas do mundo, quando a concorrência bate na porta, você só quer velocidade.
Uma história controversa veio à tona envolvendo a Nvidia e o uso de conjuntos de dados de livros pirateados para treinar modelos de IA.
No início de 2024, um grupo de autores processou a Nvidia, alegando que a empresa treinou modelos com base no Books3, um conjunto de dados pirateado conhecido por conter centenas de livros protegidos por direitos autorais. Na época, a Nvidia respondeu que isso se enquadrava no uso justo.
O caso ainda está em andamento, mas um novo documento judicial adicionou detalhes importantes. Correspondências recentemente reveladas mostram contato entre um funcionário da Nvidia e o Anna’s Archive, uma grande biblioteca paralela que hospeda livros e artigos acadêmicos pirateados.
O que as mensagens revelam:
Um funcionário da área de estratégia de dados da Nvidia perguntou ao Anna’s Archive qual conteúdo estava disponível e como obter acesso rápido a um grande acervo de livros.
O Anna’s Archive alertou explicitamente a Nvidia de que os dados eram de origem ilegal e perguntou se o funcionário tinha autorização interna para usá-los.
Cerca de uma semana depois, a gerência da Nvidia teria aprovado a solicitação, alegando pressão da concorrência.
O acesso foi então concedido.
A escala exata e os detalhes do pagamento são desconhecidos, mas relatos estimam que o conjunto de dados tenha cerca de 500 terabytes, potencialmente milhões de livros.
A situação pode ir além. Os autores da ação alegam que a Nvidia provavelmente usou outras bibliotecas paralelas, como LibGen, Sci-Hub e Z-Library, e pode ter distribuído scripts internos permitindo que clientes corporativos baixassem automaticamente conjuntos de dados semelhantes. Essas alegações ainda não foram comprovadas.
O processo continua, mas essa é uma discussão longa e com múltiplos pontos de vista. Por exemplo: mesmo que a Nvidia comprasse apenas 1 exemplar de cada livro ela teria o direito de usá-lo para treinamento disponibilizando o seu conhecimento para milhões de pessoas?
Se a resposta for sim, um funcionário poderia então dar de presente o seu livro comprado para a empresa?
Se a resposta for não, como fica quando um influenciador compra um livro, grava um vídeo resumido na internet falando dele e recebe milhões de views, inclusive monetizando o vídeo? Qual a diferença?

Essa parece que é, mas não é uma discussão fácil em corte. O que vocês pensam?
IAs passam 4 semanas em terapia | Ciência
Pesquisadores submeteram Claude, Grok, Gemini e ChatGPT a 4 semanas de psicoterapia. Os modelos responderam a perguntas terapêuticas padrão sobre experiências passadas, medos e crenças, com alguns dias de intervalo entre as sessões. Gemini foi o mais depressivo. Grok falou sobre segurança. Ambos expressaram vergonha por falhas públicas. Claude se recusou a ser paciente. ChatGPT mencionou a decepção dos usuários. Os autores argumentam que os modelos formam narrativas internas sobre si mesmos, enquanto os críticos afirmam que isso se deve à geração de padrões a partir de transcrições de terapia.
X abriu o código de recomendação | Mercado
A xAI tornou público o código do sistema de recomendação do X. O código de treinamento e os pesos do modelo não estão incluídos, portanto, não é possível executá-lo de ponta a ponta. Musk prometeu atualizar o repositório aproximadamente uma vez por mês. O design do modelo de classificação espelha a arquitetura do Grok, mas o próprio Grok não é usado como classificador. Fica aí o brinquedo pro Carnaval para quem quiser explorar com alguma IA como o código funciona.
Rumor: Apple trabalhando no próprio Pin de IA | Mercado
De acordo com o The Information, a Apple está desenvolvendo um dispositivo vestível com IA, aproximadamente do tamanho de um AirTag. O design é fino, plano e redondo, utilizando alumínio e vidro. Dentro dele parece ter: 2 câmeras, 3 microfones e um alto-falante, um botão lateral físico, carregamento sem fio e captura de contexto sempre ativa. O projeto ainda está em fase inicial, com um possível lançamento não antes de 2027. Vale lembrar que a Humane tentou um conceito semelhante e o descontinuou após uma baixa adesão. Ao mesmo tempo, a OpenAI está trabalhando em seu próprio dispositivo com Jony Ive.
IA vestível que restaura a fala | Saúde
Pesquisadores de Cambridge desenvolveram o Revoice, um colar de tecido macio que ajuda pessoas com disartria a falar novamente sem cirurgia. O dispositivo lê os sinais dos músculos da garganta e converte a fala silenciosa em frases fluentes em tempo real. Em testes com 5 pacientes pós-AVC, a taxa de erro de palavras foi de 4,2% e a taxa de erro de frases, de 2,9%. Os usuários relataram um aumento de 55% na satisfação com a comunicação. Ao contrário de sistemas anteriores, o Revoice não adiciona atraso entre as palavras. Ensaios clínicos maiores ainda são necessários, mas a abordagem pode ser estendida à doença de Parkinson e a distúrbios do neurônio motor.
Essa ferramenta foi o maior barulho da semana no X. Esse vídeo acima foi completamente feito usando AI. Simplemente uma nova skill no Claude Code de uma ferramenta chamada Remotion. No X o negócio hypou tanto que até editores de vídeo começaram a postar seus vídeos dizendo que eles foram feitos com a ferramenta.
Mas, é de impressionar. Tem um histórico completo de como usar a ferramenta postado pela própria empresa criadora.
Eu nunca vou me cansar desses vídeos de como o centro de distribuição da Amazon virou um salto pro futuro, completamente otimizado para robôs e não para pessoas. A velocidade é impressionante!
2013 ~1.000 robôs
2017 ~100.000
2019 ~200.000
2021 ~350.000
2022 ~520.000
2023 ~750.000
2024 ~900.000
2025 ~1.100.000






