🧙 Meu Código que Faz Código
Vamos ver programas fazendo programas. E sinceramente, o que até hoje é levado como brinquedo, vai começar a deixar muita gente preocupada e especialistas bem críticos.
Ao final do ano passado eu fiz um acordo com meu time técnico na Nomos, iríamos em 2026 construir pelo menos um sistema inteligente autônomo, mesmo que para uma tarefa isolada. O time topou e hoje vou falar mais sobre porque decidi isso para 2026.
Para começar, vale o destaque do tweet do tio Elão falando que atingimos o ano da singularidade. Para os menos integrados ao assunto, o termo singularidade é usado para especificar um ponto no qual a IA vai melhorar a si mesma, em uma velocidade muito maior que os humanos conseguem entender ou até mesmo controlar.
Final do ano passado inclusive o Boris Cherny, criador do Claude Code, disse que passou 30 dias deixando o próprio Claude Code melhorar a si mesmo. Não acho que foi de forma autônoma, mas ainda assim, um passo importante.

Pois bem, passamos o ano de 2025 fazendo muitos experimentos com o uso de IA e programação de diferentes formas dentro dos nossos fluxos de trabalho na empresa. Conseguimos entender basicamente o lugar dela em várias frentes, da construção do produto, a comunicação e principalmente desenvolvimento.
Porém, sempre como um braço mecânico fazendo aquilo que precisávamos.
Mas, como alguém que acompanha bastante o avanço de IAs por aí, está dando para ver, e sentir na prática também, que a forma como se constrói software mudou bastante, e não é somente na forma como você escreve o código, mas na forma como você devide a arquitetura dele.
A conclusão que cheguei foi: como posso eu, humano, não ser o gargalo da evolução da ferramenta dos meus clientes?
E é a partir desse questionamento que começa a nossa saga esse ano de construir uma ferramenta completamente autônoma a partir de um objetivo. Que, inclusive, nós já escolhemos, mas não posso ainda compartilhar.
Mas, com certeza, vamos compartilhando os aprendizados com vocês por aqui, assim eu posso ir tirand dúvidas, compartilhando mais detalhes e ajudando vocês a pensarem em como automatizar a profissão ou empresas de vocês também.
Vai ser um ano interessante para quem decidir deixar de ser expectador, e começar a ser criador.
Um time de robôs moveu um prédio na China | Imobiliário
Uma equipe de 432 robôs bípedes está movendo cuidadosamente um prédio histórico de 7.500 toneladas em Xangai. Em vez de máquinas tradicionais, esses robôs levantam e “caminham” suavemente pelo prédio cerca de 10 metros por dia. A área é densamente povoada por vielas estreitas e construções antigas, o que torna guindastes e máquinas de grande porte inviáveis. Esses robôs foram escolhidos por sua capacidade de operar em espaços confinados e se mover com precisão sem danificar os prédios vizinhos.
Uma IA roubando audiência na Twitch | Entretenimento
A Neuro-sama, um VTuber de IA criado pelo programador Vedal, agora é o streamer com mais inscritos na plataforma. Cerca de 162.000 inscritos ativos. Funcionando quase 24/7, ela conversa com os espectadores, canta, joga, reage a vídeos e é alimentado por múltiplos sistemas de IA personalizados, sem nenhum comando. Com a divisão padrão da Twitch, as inscrições sozinhas provavelmente geram mais de US$ 400.000/mês.
Anúncios, doações e patrocínios vêm logo em seguida. Não faz sentido nenhum hoje em dia você passar mais tempo consumindo coisas do que criando coisas.
Mercedes demorou, mas entrou nos Robotaxis | Transporte
Tudo isso por meio de uma parceria com a chinesa Momenta, lançado em Abu Dhabi. As operações locais serão gerenciadas pela Lumo Mobility. A Momenta fornecerá o software de direção autônoma, permitindo a operação sem as mãos do motorista dentro de áreas delimitadas geograficamente, enquanto a Mercedes se concentra na engenharia do veículo, segurança e diferenciação da marca. Abu Dhabi tem atraído muitos projetos de carro autônomo.
Microsoft vai colocar $17bi na India | Indústria
O investimento será destinado à expansão da nuvem Azure e da infraestrutura de IA, incluindo novos data centers e a expansão dos existentes, projetados para suportar cargas de trabalho de IA, adoção da nuvem corporativa e demanda governamental. O anúncio foi feito após reuniões entre o CEO Satya Nadella e o primeiro-ministro Narendra Modi, que apresentaram o investimento como parte da estratégia digital e de IA de longo prazo da Índia. A Microsoft também se comprometeu com a capacitação em IA em larga escala, visando treinar milhões de pessoas em ferramentas de IA e tecnologias de nuvem, à medida que a Índia se posiciona como um polo global de talentos digitais. A Índia já fez isso no passado, está fazendo de novo, e vai surfar muito bem os atritos recentes com China.
Nvidia volta a vender para China esse ano | Mercados
Falando em China, a Nvidia está se preparando para retomar os envios de chips de IA avançados para a China a partir do início de 2026. A retomada é dos aceleradores de IA H200. Os envios iniciais devem vir do estoque existente, estimado em cerca de 5.000 a 10.000 módulos. A medida segue uma mudança na política em Washington, com os EUA agora permitindo as exportações do H200 para a China sob uma nova estrutura que, segundo relatos, inclui uma sobretaxa de 25% em vez de uma proibição total. O H200 é significativamente mais poderoso que o H20, o chip reduzido que a Nvidia projetou anteriormente para cumprir as restrições de exportação, dando às empresas chinesas de nuvem e IA acesso a um poder computacional consideravelmente maior. Aguardemos as novidades que virão da China então.
Descobri essa semana uma biblioteca que contém centenas de prompts pré-escritos, abrangendo codificação, análise, escrita, design, marketing e casos de uso experimentais.
Alguns prompts são of famosos “mega promtps”. São longos e estruturados e o tipo necessário para aquele SaaS de IA que você está montando no seu escritório. Tem de tudo: tarefas criativas, narrativa, ideação, mudanças de tom e experimentos não convencionais com modelos generativos.
O mais legal dessas bibliotecas não é copiar e colar o prompt em si, mas poder se inspirar e descobrir formas de melhorar os prompts que você tem hoje. Eu uso muitos prompts pré-prontos em programação, por exemplo.
Eu falei que esse ano será da robótica, não falei? Bom, 1 mês atrás saiu esse documentário da Disney mostrando como eles estão reiventando o parque com o uso de vários robôs. O principal destaque inclusive foi o no minuto 27 no qual eles mostram os robôs aquáticos (acredito que o frenesi tem relação com o fato de que o tema do usod e animais nos parques aquáticos sempre foi alvo de críticas).








Linus Torvalds fez seu primeiro commit com IA. Ou seja, só ficou para trás os medievalistas.